

O juiz federal Alvin Hellerstein definiu para 1º de junho de 2027 o início do julgamento do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, em um processo que tramita na Justiça dos Estados Unidos.
A decisão foi anunciada durante uma audiência realizada nesta quarta-feira (22), em Nova York, onde Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos. A sessão durou apenas alguns minutos.
Segundo as informações do processo, o casal foi capturado por Forças Especiais dos Estados Unidos durante uma operação realizada em Caracas, em janeiro deste ano.
Acusações
Nicolás Maduro responde na Justiça norte-americana por diversos crimes, entre eles:
Narcoterrorismo;
Conspiração para importar cocaína;
Posse de metralhadoras;
Conspiração criminosa.
Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes de todas as acusações.
Relação entre EUA e Maduro
Os Estados Unidos classificam Maduro como um ditador corrupto e afirmam que sua gestão contribuiu para o colapso da economia venezuelana. O governo norte-americano também o acusa de fraudar as eleições presidenciais de 2018 e 2024.
Desde 2019, Washington deixou de reconhecer Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela.
Maduro diz ser “prisioneiro de guerra”
Durante uma audiência realizada em 5 de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O ex-presidente venezuelano sustenta que os Estados Unidos buscam há anos sua deposição para ampliar o controle sobre as grandes reservas de petróleo da Venezuela.
O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, quando a Justiça norte-americana deverá analisar as acusações apresentadas contra o ex-líder venezuelano
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