Mãe de três filhos, Erika destaca aprendizados e desafios da maternidade atípica

Em comemoração ao Dia das Mães, entrevistamos a enfermeira Erika Rossetto Cunha, de 57 anos, mãe de três filhos: Azor, de 21 anos, que possui a Síndrome de Asperger (TEA nível 1), e os gêmeos João e Antonio, de 19 anos, sendo que Antonio tem Síndrome de Down.

Erika conta que ser mãe é um desafio diário que exige resiliência e disposição para servir. “A minha prioridade vem depois que eles estão bem e seguros” relata.

Ela destaca que a maternidade vem recheada de sonhos e expectativas. Porém, percebeu que as coisas não aconteciam exatamente como imaginou e um dos maiores aprendizados que seus filhos lhe trouxeram é que cada um tem o seu tempo. O tempo é precioso e que não temos controle sobre ele. Por isso, valoriza o tempo de qualidade, o tempo para entendê-los e também para ser compreendida. Para ela, cada pessoa é única.

Erika destaca ao longo dessa jornada, sempre sugiram “conselheiros” tentando ajudar a resolver seus desafios, até descobrir que ninguém conhece melhor seus filhos do que os próprios pais e que ninguém é capaz de amá-los da mesma forma. “Não devemos esperar que alguém de fora traga respostas que já estão dentro do nosso coração”, afirma.

Para outras mães de crianças com necessidades especiais, ela aconselha que não se sintam pressionadas pelos olhares e julgamento alheio. Aos poucos ela foi percebendo que seus filhos ainda pequenos percebiam os olhares e expectativas com seus desempenhos, o que é frustrante pois todos desejam ser amados como são.

Ela reforça a importância de simplesmente amá-los.

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