Mário já vestiu personagens como Homem-Aranha, Superman, Silvio Santos, Charlie Chaplin, Capitão América, Coelhinho da Páscoa e Papai Noel


Por Gabriel Previtale
Com 17 anos de experiência na área da saúde, o técnico de enfermagem Mário de Lima, de Valinhos, encontrou na atuação voluntária uma forma de levar mais do que cuidado médico: ele leva amor, alegria e esperança. Em suas visitas a hospitais e instituições de saúde, Mário se transforma em super-heróis e personagens que encantam crianças, adultos e familiares, reforçando a mensagem de que ninguém está sozinho durante o tratamento.
“Quando iniciei meu trabalho voluntário, a intenção era puramente levar alegria. Mas percebi que podia ir além, usando meu conhecimento técnico para motivar pacientes e familiares a não desistirem”, conta.


Durante sua trajetória, Mário já vestiu personagens como Homem-Aranha, Superman, Silvio Santos, Charlie Chaplin, Capitão América, Coelhinho da Páscoa e Papai Noel. Também criou o “Técnico Padrão”, personagem que utiliza em palestras para incentivar profissionais de saúde a darem o seu melhor. Ele explica que cada personagem se conecta de maneira diferente com o público: “O Superman consegue se aproximar tanto das crianças quanto dos adultos; o Homem-Aranha gera identificação com os pequenos, enquanto os idosos adoram o Charles Chaplin.”
A primeira instituição visitada em Valinhos foi a Santa Casa, experiência que considera um privilégio. Atualmente, Mário também atua na Secretaria de Saúde do município, levando seus personagens a palestras e eventos, como a visita realizada no Dia das Crianças à UPA local. Ao todo, já passou por mais de 35 instituições no Estado de São Paulo, entre hospitais e casas de repouso.
O trabalho voluntário é intenso e dedicado: muitas vezes Mário e sua equipe ocupam o dia inteiro visitando setores inteiros dos hospitais. Para as crianças, ele se torna o herói de verdade: “Não é o enfermeiro ou o médico; é alguém que entende o que elas estão sentindo e que tudo ficará bem”, relata.
Entre tantas histórias emocionantes, Mário lembra de uma criança com câncer cujo sonho era conhecer o Homem-Aranha. “O tempo dela era limitado, mas conseguimos visitá-la em sua casa. Ela estava sentada no meu colo e disse: ‘Eu quero ser igual a você’. Respondi que ela seria ainda melhor, mas percebi a responsabilidade de realizar esses sonhos, que me transforma a cada dia.”