Ministério Público Federal aponta falhas na manutenção e na gestão de segurança da companhia antes da queda do voo 2283, em agosto de 2024


O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal denúncia contra o proprietário da Voepass, José Luiz Felício Filho, e outros 11 funcionários e ex-funcionários da companhia pelo acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo, em agosto de 2024. A acusação é pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Segundo o MPF, a tragédia não teria sido provocada por uma falha técnica isolada, mas estaria relacionada a uma sequência de problemas na manutenção preventiva e na gestão de segurança da empresa. Entre os denunciados estão diretores, gerentes, profissionais de manutenção, um despachante de voo e o piloto-chefe.
Dos 16 investigados inicialmente pela Polícia Federal, quatro não foram incluídos na denúncia. Conforme o documento, dois pilotos e dois controladores receberam propostas de acordos de não persecução penal.
A Voepass informou que continuará colaborando com a Justiça e as autoridades durante o processo. A defesa de José Luiz Felício Filho afirmou que ele se manifestará no momento adequado e destacou que o empresário estava afastado da gestão direta da operação na época do acidente.
A queda aconteceu em 9 de agosto de 2024. O ATR 72-500 fazia a rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP) quando caiu em um condomínio de Vinhedo. Todas as 62 pessoas a bordo morreram.