Pai do dono do Banco Master é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero

O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Agentes da própria corporação também estão entre os alvos da investigação.

Segundo a PF, a operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Ao todo, policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A Justiça também determinou medidas de afastamento de cargos públicos, além do sequestro e bloqueio de bens dos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos são investigados por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

A operação é um desdobramento de fases anteriores da Compliance Zero. Na quinta fase, realizada no último dia 7 de maio, a PF cumpriu um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. Entre os investigados está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.

Já na quarta fase da operação, deflagrada em 16 de abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do suposto esquema fraudulento ligado ao Banco Master.

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, está preso desde o início de março.

Nas quatro primeiras etapas da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A pedido da PF e do Ministério Público, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens patrimoniais dos investigados até o limite de R$ 27,7 bilhões, além do afastamento de eventuais cargos públicos ocupados pelos suspeitos.

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