Cardeal italiano é o favorito entre apostadores nos EUA após a morte do papa Francisco; no Brasil, prática segue proibida por lei

O cardeal italiano Pietro Parolin é atualmente o favorito nas apostas online sobre quem será o próximo papa, movimentando cerca de US$ 1,8 milhão na plataforma americana Polymarket. Após a morte do papa Francisco, o mercado de previsões cresceu nos Estados Unidos, onde esse tipo de aposta é legalizado. Nesta quinta-feira (8), Parolin concentrou 28% das apostas, levemente abaixo dos 30% registrados no dia anterior.
Logo atrás de Parolin, aparece o cardeal Luis Antonio Tagle, com 23% das apostas. Outros nomes fortes incluem Pierbattista Pizzaballa e Matteo Zuppi, ambos com 10%.
Aos 70 anos, Pietro Parolin é visto como um dos mais influentes dentro do Vaticano. Atuou como secretário de Estado durante quase todo o pontificado de Francisco, sendo apelidado de “vice-papa”. Com carreira diplomática consolidada, liderou negociações com países como China e Vietnã. Embora reservado, Parolin é considerado acessível e possui conhecimento profundo da Cúria Romana.
Suas opiniões públicas são geralmente moderadas, mas ele já se posicionou sobre temas delicados: afirmou que o celibato sacerdotal não é um dogma, condenou o aborto e a barriga de aluguel, e criticou ideologias que dissociam sexo biológico de identidade de gênero.
Natural de uma cidade próxima a Veneza, Parolin perdeu o pai ainda na infância e ingressou no seminário aos 14 anos. Foi ordenado padre aos 25, estudou Direito Canônico e ingressou na diplomacia da Santa Sé em 1986, com atuação em diversos países ao longo de quatro décadas. Fala fluentemente italiano, espanhol, inglês e francês.
Enquanto o mercado internacional aposta no sucessor de Francisco, no Brasil esse tipo de aposta segue proibido. Desde janeiro de 2025, a legislação brasileira permite apenas apostas esportivas e jogos de resultado aleatório, mantendo vedadas as apostas políticas ou religiosas.