

Os dados do Censo 2022 do IBGE revelam uma mudança profunda — e polêmica — no perfil religioso de Vinhedo. A cidade, historicamente marcada pela tradição católica, segue majoritariamente ligada à Igreja Católica Apostólica Romana, mas a hegemonia já não é mais a mesma: 39.287 moradores (58%) se declaram católicos. O número, porém, representa uma queda significativa quando comparado à presença cada vez mais forte das igrejas evangélicas.
O avanço chama atenção: 16.378 moradores (24,18%) já seguem alguma denominação evangélica, consolidando o segmento como o segundo maior grupo religioso da cidade e ampliando uma tendência que cresce em todo o Brasil. O ritmo de expansão desperta debates sobre influência política, presença comunitária e mudanças culturais.
Outro dado que surpreende — e promete dividir opiniões — é o aumento das pessoas que não seguem nenhuma religião. Em Vinhedo, o grupo já soma 4.976 moradores (7,35%), ultrapassando a população espírita (2.419 — 3,57%) e ficando à frente dos praticantes de Umbanda e Candomblé, que somam 466 pessoas (0,69%). O avanço dos sem religião é uma das tendências mais comentadas entre pesquisadores, que associam o fenômeno ao distanciamento institucional, desgaste com líderes religiosos e mudanças geracionais.
As outras religiões, que incluem crenças orientais, tradições independentes e movimentos alternativos, reúnem 4.146 moradores (6,12%), um grupo mais diverso do que se imagina — e que cresce silenciosamente.