

As obras de restauração da casa sede da Fazenda Capuava, conhecida como Casa de Flávio de Carvalho, seguem avançando em Valinhos. A etapa mais recente contempla a recuperação e recomposição do madeiramento do telhado, considerada uma das fases mais importantes do processo de preservação do imóvel histórico.
Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis registradas nos últimos meses, os trabalhos continuam em andamento. Nesta semana, a presidente da Brasil Restauro, Fabiula Domingues, acompanhou o andamento da obra ao lado do secretário municipal de Cultura e Turismo, Fabrício Bizarri, e do diretor do Departamento de Gestão do Patrimônio Cultural, Ivan Amaral.
Nesta fase da restauração, foi realizada a limpeza completa do madeiramento original da cobertura, a substituição das peças comprometidas e o tratamento preventivo contra cupins. Também foram iniciados os serviços de instalação de caibros, contra-caibros, ripas e da manta de subcobertura.
Segundo a equipe responsável pela obra, mais de 70% das telhas originais serão preservadas, enquanto as peças que não puderem ser reaproveitadas serão substituídas por novas telhas compatíveis com as características históricas da edificação.
O cronograma precisou ser ajustado em razão do alto volume de chuvas registrado nos últimos meses. Para minimizar os impactos no prazo previsto para a entrega, a empresa responsável ampliou a equipe de trabalho e reorganizou a execução dos serviços.
A restauração da Casa de Flávio de Carvalho teve início em fevereiro deste ano e representa um importante investimento na preservação do patrimônio histórico e cultural de Valinhos. Após a conclusão dos trabalhos, o espaço deverá receber atividades culturais e abrir suas portas à visitação pública.
Localizada na antiga Fazenda Capuava, a residência é tombada pelo Estado de São Paulo desde 1982 e é reconhecida como uma das primeiras construções da arquitetura modernista brasileira. Projetada como um “habitat moderno”, a casa inovou ao integrar residência, ateliê e espaço de convivência em um ambiente rural, tornando-se referência na história da arquitetura nacional.
O projeto de restauração é executado pela empresa Consitec, sob gestão da Brasil Restauro, com recursos do Fomento CULTSP (ProAC 12/2024) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). O investimento total é de aproximadamente R$ 2 milhões.
Antes da etapa atual, as obras incluíram a elaboração dos projetos executivos, implantação do canteiro de obras, limpeza e retirada de entulhos, organização dos ambientes internos, início do reforço estrutural das marquises, capinagem do jardim e implantação da infraestrutura para drenagem pluvial.
As próximas fases contemplam a recuperação estrutural do imóvel, melhorias na estanqueidade das coberturas, modernização dos sistemas elétrico e hidráulico, restauração das alvenarias externas e das esquadrias metálicas, além da reabertura do Salão Principal para uso semipúblico e realização de atividades culturais.
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