

A Defesa russa anunciou nesta segunda-feira (25) que destruiu 21 drones ucranianos durante a madrugada, incluindo dois que seguiam em direção a Moscou. Segundo o Ministério da Defesa, os sistemas de interceptação atuaram entre as 23h de domingo (24) e 7h desta segunda (25), horário local. Ainda de acordo com Moscou, três aeronaves não tripuladas foram derrubadas próximas à capital, o que mobilizou equipes de emergência para lidar com os destroços.
As autoridades russas relataram que ao menos 95 drones ucranianos foram interceptados em diferentes regiões no domingo (24), data em que Kiev comemorou 34 anos de independência. Um dos ataques atingiu a central nuclear de Kursk, no oeste da Rússia, a 60 km da fronteira com a Ucrânia. O incêndio danificou um transformador auxiliar, obrigando a redução de 50% da capacidade de um reator. Apesar do impacto, o fogo foi controlado e os níveis de radiação permaneceram dentro da normalidade.
A Força Aérea ucraniana, por sua vez, afirmou que a Rússia lançou 72 drones e um míssil de cruzeiro contra seu território na madrugada de domingo. Um dos ataques resultou na morte de uma mulher de 47 anos na região de Dnipropetrovsk.
Em discurso no aniversário da independência, o presidente Volodymyr Zelensky prometeu levar o conflito de volta ao território russo. “A cada dia, estamos trazendo a guerra de volta para onde veio: para o céu russo e para a terra russa. A cada passo desta guerra, sabemos que a paz para a Ucrânia se aproxima”, declarou. Apesar da escalada, Zelensky reconheceu que um encontro com o presidente russo Vladimir Putin seria “o caminho mais eficaz” para buscar uma saída diplomática. No entanto, a Rússia descartou uma reunião imediata, mesmo após sugestão do presidente dos EUA, Donald Trump.