“Meu gabinete está instalado junto à Secretaria de Desenvolvimento. Faço expedientes diários lá. Atendo a população que me procura”, disse
Por Bruno Marques
Mesmo sem qualquer citação na divulgação de ações da Prefeitura desde que publicou sua carta de ruptura com a atual Administração Municipal, o vice-prefeito major Osvaldo Rocco. Em entrevista no estúdio do Jornal Terceira Visão, na manhã da última quarta-feira, dia 24, ele afirmou que, embora não tenha participado efetivamente dos direcionamentos do Executivo, tem atuado da maneira que entende ser a função de um vice-prefeito.
Confira alguns dos seus principais posicionamentos a respeito dos temas mais relevantes discutidos
Atual situação
“Meu gabinete está instalado junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação. Faço expedientes diários lá. Atendo a população que me procura. Tenho visitado instalações públicas. Meu trabalho está sendo esse: visitação e ouvir os munícipes. Não abandonei meus princípios, nem meus valores. Estou amadurecendo politicamente e aprendendo as nuances da política”.
Divergências
“Foi uma decisão pessoal que tornei pública através de uma carta no início deste São políticas e administrativas. Acontecem sobre decisões que você não concorda mais respeita, pois entendo muito bem a questão da hierarquia, mas me reservo no direito de ter a minha opinião. Continuo torcendo para que a gestão seja eficiente e que seja entregue o que foi compromisso de campanha.
Se você não está chamado a contribuir, deve dar espaço para que a administração flua, pois o mais importante é o atendimento à população e não divergências. O problema foi o fato de eu não ter participado”.
Demandas da população
“Há uma tendência natural de insatisfação com serviços públicos e de atendimento. Isso é normal. Tem problemas que talvez não tenham solução. Apenas amenizam. Citou como exemplo a falta de medicamentos. São motivos plausíveis. O importante é que não se perca o foco”.
“Soube da compra pela imprensa”
“Um ponto que foi associado ao meu afastamento foi a compra de material para a Educação sem licitação. Não foi gota d’água, mas me senti incomodado porque não participei das discussões nem na intenção do governo. Não sou absolutamente contra a aquisição que foi feita, mas como se trata de uma mudança de gestão na educação, achava interessante que houvesse a minha opinião (…) soube da aquisição pela imprensa”.
Uniformes escolares
“Não tenho a informação de que os uniformes escolares não foram entregues. Peço desculpas, mas não tenho esse conhecimento”.
Sem partido
“Estou aprendendo a lidar com política. Nunca ocupei nenhum cargo político antes. Foi a primeira eleição que participei. Entendi que minha missão no partido já havia sido concluída. Fui presidente da legenda municipal do PSD por dois anos, posição em que fui responsável pela candidatura da prefeita, da minha, e dos 17 candidatos a vereador, dos quais elegemos dois.
Hoje a presidente do partido é a prefeita e eu estou sem partido. Estou aguardando novos acontecimentos. Tenho recebido convites de alguns partidos e em breve vamos nos recolocar nessa questão político-partidária”.
Segurança
“Faço uma análise extremamente positiva da cidade. Valinhos tem dado excelentes respostas no quesito de segurança pública. Nós temos nossas forças policiais: a Polícia Militar, na qual eu servi; a Polícia Civil, e a nossa valorosa Guarda Civil Municipal que juntas fazem um trabalho maravilhoso”.
Atual projeto para o Plano Diretor
“Que traga possibilidades de um desenvolvimento sustentável. Sou favorável ao projeto no sentido de que ainda se deve fazer algumas discussões na Câmara. Na audiência pública teve divergências, mas plano apresenta grandes avanços.
Eu estou fazendo o meu papel. O papel do vice-prefeito é mais focado politicamente do que administrativamente. É um trabalho para que haja uma uniformidade entre o trabalho do Executivo e a sociedade. É um complemento à administração, segundo o meu entendimento”.
Assista à entrevista completa na página do Jornal Terceira Visão no Facebook.