Vazão do Rio Atibaia fica 67% abaixo da média histórica e preocupa abastecimento da RMC

A vazão do Rio Atibaia, medida no posto de captação localizado em Valinhos, registrou queda significativa na primeira quinzena de janeiro e ficou 67% abaixo da média histórica para o período. Dados da Sala de Situação PCJ apontam que a vazão média até o dia 16 foi de 12,02 m³/s, enquanto o esperado para o mês é de 36,43 m³/s no mesmo ponto de monitoramento.
O Rio Atibaia é um dos principais mananciais da região e responde pelo abastecimento de cerca de 95% da população do RMC, além de ter importância estratégica para municípios do entorno, como Valinhos. Apesar do cenário preocupante, não há, até o momento, risco de racionamento.
A outorga que regula a operação do Sistema Cantareira determina que seja mantida uma vazão mínima diária média de 10 m³/s no ponto de captação em Valinhos. No entanto, em seis dos primeiros 15 dias do ano, os registros ficaram abaixo desse limite, chegando a 7,59 m³/s em um dos dias.
Durante reunião da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, representantes da Sanasa alertaram que a manutenção prolongada de vazões abaixo do mínimo pode trazer impactos, como piora na qualidade da água, aumento nos custos de tratamento e dificuldades para a captação por outros usuários do rio.

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