Experiência, inovação e compromisso com a sustentabilidade marcam a trajetória agrônomo destaque em Valinhos


No próximo dia 13 de setembro, é celebrado o Dia Mundial do Agrônomo, data que homenageia os profissionais que atuam no setor agropecuário, agrícola e de agronomia. Mais do que garantir a produção de alimentos, eles têm papel essencial na preservação ambiental e na segurança alimentar do planeta. Em entrevista exclusiva ao Jornal Terceira Visão, o agrônomo Eduardo Lazzaretti, com mais de três décadas de experiência, fala sobre sua trajetória, desafios da profissão e a importância da sustentabilidade para o futuro do campo e das cidades.
JTV: Qual é o seu nome completo e idade? Como você descreve sua profissão como agrônomo?
Eduardo Lazzaretti: Meu nome é Eduardo Lazzaretti, tenho 60 anos. Descrevo a Agronomia como uma profissão prazerosa, que me proporciona constante aprendizado e a oportunidade de contribuir para um futuro mais sustentável.
JTV: Como começou seu interesse pela Agronomia e qual foi o caminho até a sua formação acadêmica?
Eduardo Lazzaretti: Sempre tive afinidade com plantas, mas o interesse acadêmico pela área surgiu mais claramente na época do vestibular. Já no primeiro ano de faculdade, percebi que havia feito a escolha certa. Durante a graduação, realizei estágios em diferentes departamentos, o que me deu uma visão ampla das diversas áreas de atuação do agrônomo. Após me formar, iniciei uma iniciação científica na EMBRAPA de Jaguariúna, na área de controle biológico. Depois, fiz mestrado na ESALQ/USP, em Microbiologia Agrícola, e doutorado na UNESP de Rio Claro, em Microbiologia Aplicada — sempre com foco nas ciências agrárias e no controle biológico.
JTV: Quando se formou e quanto tempo atua na área?
Eduardo Lazzaretti: Formei-me em 1989 pela UNESP de Botucatu e atuo na área desde então. Mesmo quando não estive diretamente ligado à agricultura, meu trabalho sempre buscou um meio ambiente mais equilibrado.
JTV: Quais foram os principais marcos e experiências da sua trajetória profissional até hoje?
Eduardo Lazzaretti: Minha trajetória tem três fases: a acadêmica, concluída com o doutorado; a atuação na iniciativa privada, por 17 anos; e a atuação no setor público, como concursado na Prefeitura de Valinhos. Cada etapa contribuiu de forma única para minha formação técnica e pessoal.
JTV: Na sua visão, quais são os maiores desafios que a Agronomia enfrenta atualmente em relação ao meio ambiente?
Eduardo Lazzaretti: A Agronomia atua desde a agricultura familiar até os grandes exportadores. Os principais desafios são reduzir o desmatamento, usar a água de forma eficiente na irrigação, conservar o solo e proteger mananciais, sem comprometer a produtividade. Isso exige pesquisa, tecnologias sustentáveis e práticas de manejo adequadas.
JTV: Você poderia citar um projeto ou trabalho do qual tenha muito orgulho e que tenha impactado positivamente a comunidade ou o meio ambiente?
Eduardo Lazzaretti: Tenho muito orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento do controle biológico, em um período em que pouco se falava nisso. Hoje, o mercado de insumos biológicos é uma realidade crescente. Outro marco é minha atuação no Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Valinhos, trabalhando para evitar ou mitigar impactos negativos do crescimento urbano.
JTV: Como você enxerga o papel do agrônomo no futuro diante das mudanças climáticas e das novas tecnologias?
Eduardo Lazzaretti: O agrônomo será cada vez mais essencial. Precisaremos desenvolver tecnologias e melhoramentos genéticos para adaptar as plantas a climas extremos, além de práticas de manejo do solo e conservação da água. É uma profissão que exige constante atualização e compromisso com a sustentabilidade.
JTV: Que mensagem você deixaria para os jovens que desejam seguir a carreira de agrônomo?
Eduardo Lazzaretti: Sigam em frente! É uma área ampla, que permite atuar com inovação, meio ambiente, produção de alimentos, pesquisa, extensão rural e muito mais. Estudem com dedicação, valorizem a ciência e a ética. É mais do que uma profissão: é uma forma de contribuir para o futuro do planeta.