O Crepúsculo do Ídolo

Olá, legentes!

Não bastasse o tremendo esforço de ter torcido a favor de nossa triste seleção — a gente sabia que não iria muito longe —, torcer contra tem se mostrado ainda mais desafiador.

É que, quando a seleção brasileira cai cedo, a Copa não termina: ela continua como uma espécie de castigo semanal, obrigando a gente a escolher novos alvos, novas implicâncias e novas pequenas vinganças futebolísticas.

Eu não nego que cantei “Eu falei: faraó-ó-ó! Ê, Faraó!”, com todas as forças, na minha contra torcida no jogaço que foi Argentina 3 x Egito 2, mas de nada adiantou. Aliás, só fez aumentar os sintomas do trauma de mais uma eliminação do Brasil em Copas do Mundo. Que vexame!

“Que mara-mara-mara-maravilha, ê!” foi ver a virada histórica da Argentina sobre o brioso Egito. Mesmo eu tendo torcido contra os hermanos, não posso tirar o tremendo mérito deles.

Quando nem Simeone parecia acreditar numa virada argentina, a magia se fez: a magia da gana, do apetite, da vontade, do anseio, da avidez, da sofreguidão. A magia que faz acontecer o que se deseja de todo o coração, principalmente quando ele está na ponta da chuteira. Coisa que o Casemiro, por exemplo, já não tem mais.

Vini Júnior até que tentou mostrar um futebol mais cheio de sabor, mais vivo em cores, mas, sei lá… Depois da Virgínia e da Bet, parece ter perdido aquele balanço mais autêntico. Nosso camisa sete nem se voluntariou para bater o pênalti que o inseguro Bruno Guimarães desperdiçou com tanta eficiência.

Antes aquela vidente baiana tivesse acertado quando disse que o Vini Jr. e o Neymar seriam abduzidos por extraterrestres no início da Copa. Ao menos a gente teria uma boa desculpa para o fracasso. Mas não.

Se bem que ouvi dizer que o Haaland é um ET “arcturiano”. Talvez a vidente não estivesse tão errada assim.

Eu só espero que, depois de tudo isso, a gente esqueça Neymar Jr. de uma vez por todas e possa superar a imagem de um ídolo que nunca foi digno dessa denominação, que nunca deveria ter sido adorado. O “ídolo” Neymar Jr. só deveria ser compreendido assim na visão de Francis Bacon: como um embuste que nos impede de avançar no conhecimento, uma ilusão.

O problema é que, como disse Bacon, “as ideias governam o mundo.” E a ideia criada sobre a figura heroica do menino Ney dominou o mundo de muita gente. Se já é triste um povo precisar de ídolos, mais triste ainda é que tais ídolos sejam como Neymar.

Quer saber as últimas notícias de Valinhos, siga o nosso Instagram: https://www.instagram.com/terceiravisaovalinhos/

Leia anterior

Tenente-coronel Guilherme Boppré assume comando do 35º Batalhão da Polícia Militar responsável por Valinhos

Leia a seguir

O Espelho das Redes