

A empresa Alphaville Desenvolvimento Imobiliário Ltda. foi a vencedora do leilão da Gleba B da Fazenda Remonta, área conhecida como Coudelaria e localizada entre Valinhos e Campinas. A companhia ofereceu R$ 494,4 milhões pelos 162 hectares (1,6 milhão de metros quadrados), sendo a única participante da disputa.
Apesar do resultado do leilão, a venda ainda não foi concluída. Isso porque duas decisões — uma da Justiça Federal e outra do Tribunal de Contas da União (TCU) — impedem que a propriedade seja oficialmente transferida para a empresa até que os processos sejam julgados.
Na prática, isso significa que a Alphaville venceu o leilão, mas ainda não é dona da área. Antes da conclusão da venda, a empresa também precisa apresentar a documentação exigida no edital, dentro do prazo de 15 dias.
As decisões judiciais determinam que a Fundação Habitacional do Exército (FHE), responsável pelo leilão, não pode assinar a escritura nem entregar a posse do terreno enquanto houver dúvidas sobre a legalidade do processo. As ações questionam, entre outros pontos, a avaliação do imóvel e a transparência do edital.
Em nota, a FHE informou que a proposta da Alphaville ainda será analisada para verificar se atende a todas as exigências previstas no edital. A fundação afirmou ainda que continuará cumprindo as determinações da Justiça e dos órgãos de controle.
Além da disputa judicial, a Fazenda Remonta também é alvo de discussões sobre preservação ambiental. A Prefeitura de Valinhos incluiu a área em estudos para criação de uma zona de conservação no novo Plano Diretor, medida que busca restringir futuros loteamentos e proteger a vegetação nativa e a fauna existente no local.
Assim, embora o leilão tenha sido realizado e tenha uma empresa vencedora, o futuro da Fazenda Remonta ainda depende das decisões da Justiça e do TCU, que irão definir se a venda poderá ou não ser efetivada.
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