

Em meio à correria do dia a dia e ao avanço da tecnologia, alguns lugares ainda conseguem preservar memórias afetivas e tradições que atravessam gerações. Em Valinhos, a tradicional Banca do Jorge, localizada (próxima ao antigo Rigesa) na Rua Antônio Carlos, 604, é um desses pontos que resistem ao tempo — especialmente quando chega a época dos álbuns e figurinhas da Copa do Mundo.
Há 42 anos funcionando praticamente no mesmo endereço, a banca se tornou mais do que um local de vendas. Virou ponto de encontro, conversa, amizade e nostalgia para muitos moradores da cidade.
A história começou em 1982, com o pai, Jorge Luis Pires. Ainda criança, ele já frequentava o espaço aos finais de semana. “Eu ajudava meu pai desde pequeno… ou atrapalhava”, brinca Jorge. Após o falecimento do pai, em 2018, ele decidiu assumir definitivamente o negócio para não deixar a tradição acabar. “Não quis deixar uma banca tão tradicional terminar”, conta.
Ao longo das décadas, muita coisa mudou. O movimento das bancas diminuiu, a internet ganhou espaço. Mas se há algo que permanece praticamente intacto ao longo dos anos é a paixão pelos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Neste ano, a banca vive sua 12ª Copa comercializando álbuns e pacotinhos. Segundo Jorge, a procura continua forte e reúne públicos de todas as idades. “O amor pelas figurinhas da Copa nunca mudou”, afirma.
E quem pensa que apenas crianças colecionam está enganado. Na banca, adultos também entram na brincadeira — muitos deles motivados pela nostalgia de infância. “É misto. Crianças, adultos e até idosos colecionam. A gente ajuda todo mundo a completar álbum”, conta.
Além das vendas, a banca também virou um verdadeiro ponto de troca entre colecionadores. Todos os dias, clientes aparecem para negociar figurinhas repetidas, conversar sobre futebol e compartilhar histórias. “Tem muita interação aqui. As pessoas acabam criando amizade”, diz Jorge.
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