Cidade totaliza 27 pessoas contaminadas sendo a sexta com maior número de casos em São Paulo
Foram contabilizados 38 casos de monkeypox na Região Metropolitana de Campinas (RMC) de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O estado acrescentou mais sete na cidade de Campinas, totalizando 27 casos. Campinas é a sexta cidade com maior número de casos em São Paulo, atrás da Capital com 1372, Santo André (34), Guarulhos (27), São Bernardo do Campo (26) e Osasco (25). O estado também confirmou dois casos em Jaguariúna.
A Secretaria de Saúde de Campinas ainda não confirmou os novos casos divulgados pelo estado. Um novo boletim será divulgado hoje com a atualização das ocorrências. No último boletim, divulgado na segunda-feira, eram 20 casos confirmados pelo município, 18 em homens e dois em mulheres, sendo uma gestante. Seis pessoas haviam saído do isolamento enquanto os demais continuavam acompanhados, com boa evolução e sem gravidade nos casos. A maior parte, 12, é de casos importados.
A Prefeitura informou que o atendimento aos pacientes com suspeita da doença está disponível nos centros de saúde, prontos-socorros, pronto atendimentos e no Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais.
Em Valinhos a Prefeitura confirmou na terça-feira (8) o primeiro caso na cidade. Trata-se de um homem de 24 anos que não possui comorbidades e está bem. Os contatos próximos ao homem estão sendo monitorados, mas nenhum apresentou qualquer tipo de sintoma até ontem. A cidade ainda possui outros quatro casos suspeitos. Todos estão sendo monitorados enquanto aguardam os resultados dos exames.
A Secretaria de Saúde de Valinhos ainda fez um alerta importante. Embora alguns nomes relacionados à doença façam menção ao macaco, a transmissão no momento está acontecendo de humano para humano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estuda uma mudança no nome para não haver mais estigmatização e evitar ataques contra os animais.
Plano de Contingência
O Ministério da Saúde lançou o “Plano de Contingência Nacional para Monkeypox”, elaborado pelo Centro de Operações de Emergência (COE). A monkeypox está classificada como nível de emergência III em uma escala que vai de I a III.
Este nível é estabelecido quando há transmissão comunitária de casos, quando os insumos para tratamento e prevenção não estão disponíveis e o impacto sobre o sistema de saúde exige ampla resposta governamental. O Plano de Contingência ainda afirma que os grupos vulneráveis para a doença são o de pessoas imunossuprimidas, crianças e gestantes.
Fonte: Correio