Polícia Civil impede ataque terrorista durante show de Lady Gaga em Copacabana

Operação integrada frustra plano violento articulado por grupo extremista; 16 pessoas também foram presas por envolvimento em esquema de roubo de celulares

 
Show da cantora americana Lady Gaga reuniu 2,1 milhões de pessoas na praia de Copacabana, na noite de sábado (3)
(Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio de Janeiro)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro impediu um ataque com explosivos improvisados que seria realizado durante o show da cantora Lady Gaga, na praia de Copacabana, evento que reuniu aproximadamente 2,1 milhões de pessoas na noite de sábado (3). A operação resultou na prisão de um homem, apontado como líder do grupo criminoso no Rio Grande do Sul, e na apreensão de um adolescente no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil.

A investigação revelou que a quadrilha promovia discurso de ódio e planejava atentados contra crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+, atuando principalmente em ambientes digitais. O grupo aliciava pessoas, inclusive menores de idade, para crimes violentos transmitidos ao vivo.

Os suspeitos organizavam ataques com coquetéis molotov e explosivos caseiros, apresentados como desafios em uma comunidade virtual marcada por pedofilia, automutilação e incentivo ao suicídio. A operação, que envolveu quatro estados, foi articulada por diversas delegacias e contou com o apoio do Ministério da Justiça. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em municípios do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, com apreensão de dispositivos eletrônicos agora sob análise.

Paralelamente, a polícia prendeu 16 pessoas envolvidas em uma quadrilha especializada em furto, roubo e receptação de celulares, que atuava durante o show. Quatro dos detidos são apontados como líderes do esquema, que mantinha um escritório com equipamentos avançados para desbloqueio e venda de aparelhos, além de cursos online. Cerca de 200 celulares foram recuperados, junto a notebooks, máquinas de cartão e peças de reposição. A operação foi conduzida discretamente, sem interferir na segurança do evento.

Leia anterior

Casos de estupro de vulnerável aumentam 66,7% em Valinhos em 2025

Leia a seguir

Portugal notificará 18 mil imigrantes para deixarem o país em 20 dias