

A rede elétrica de Cuba entrou em colapso na noite deste domingo (2), provocando um novo apagão nacional no país caribenho. A informação foi divulgada pela estatal União Elétrica de Cuba (UNE), que confirmou a “desconexão total” do sistema elétrico nacional.
Pouco depois do anúncio, o governo cubano informou que equipes técnicas iniciaram os trabalhos para restabelecer o fornecimento de energia. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de pessoas afetadas pelo apagão. Cuba tem uma população estimada em 9,6 milhões de habitantes.
Este é o mais recente de uma sequência de colapsos no sistema elétrico da ilha. Desde o início de 2026, o país registrou cinco apagões nacionais, sendo três deles apenas no mês de julho, em um intervalo de dez dias. Desde o fim de 2024, já foram contabilizados 11 apagões de alcance nacional, além de interrupções parciais frequentes no fornecimento de energia.
A crise energética cubana é atribuída a diferentes fatores. O governo de Cuba afirma que o agravamento da situação decorre das sanções impostas pelos Estados Unidos, incluindo restrições que dificultam a importação de combustível necessário para abastecer as usinas termelétricas.
Já o governo norte-americano sustenta que os problemas são resultado da má gestão econômica e da falta de investimentos na infraestrutura energética do país.
Grande parte do sistema elétrico cubano depende de sete usinas termelétricas com mais de 40 anos de funcionamento. As unidades enfrentam falhas recorrentes e paradas para manutenção, o que tem comprometido a estabilidade do fornecimento de energia e provocado sucessivos apagões em todo o território cubano.
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